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Sou Cristão

 

A partir de hoje, colocaremos aqui, a resposta para 30 perguntas para acertar na aventura mais importante da vida, o Amor. Todas elas respondidas pelo nosso ex papa e Beato João Paulo II.

“O Amor não é coisa que se aprende, e sem dúvida não há nada que seja mais necessário ensinar! Sendo um jovem sacerdote, aprendi a amar o amor humano. Se se ama o amor humano, nasce também uma viva necessidade de dedicar todas nossas forças na busca de um amor belo. Porque amor é belo. Os jovens, no seu profundo, buscam sempre a beleza do amor, querem que seu amor seja belo” (João Paulo II)

 

1. O amor vive em um mundo real ou dos sonhos?

‘“Mantenha-se acordado, a vida é breve”, dizia um anuncio de uma marca de café. Recordava-nos assim que muitas vezes vivemos nossa vida como se dormíssemos, como quem estivesse sonhando. Por mais vivos que sejam os sonhos, eles nunca podem substituir a realidade. Por mais belos ou agradáveis que sejam, são apenas uma construção nossa: não tem uma origem, e, sobre tudo, não tem uma meta, um destino. Para viver de verdade, para viver na realidade, é necessário estar acordado, como diz o anúncio. É necessário aceitar que vivemos em um mundo com pessoas reais que podem nos fazer felizes ou nos desapontar, pois não fomos nós que a criamos. Ou seja, que para despertar para vida, é necessário despertar para o amor. Só acorda quem ama. O amor evita que confundamos a vida com um sonho. Este é o mundo real, é o das pessoas que estão ao nosso lado, com uma existência que és sempre maior que nossos desejos ou ideias que nós fazemos delas. O amor faz surgir um horizonte que não desaparece de repente, como os sonhos, mas sim amplia sempre em direção à meta, a um destino longo e maravilhoso. A vida é curta...desperta para o amor!

 

 

 

Se estivesse entre nós, Santa Maria Goretti teria motivos para comemorar. A padroeira da castidade viveria a honra de, em pleno século 21, acompanhar relatos de jovens católicos que abdicaram do sexo. Nada imposto. Só até o casamento.

Os pais dessa linhagem, nascida em grande parte na década de 1980, brigaram pela liberdade sexual e comemoraram a invenção da pílula anticoncepcional. Agora assistem a seus filhos perseguirem condutas antigas, como a castidade.

Não se trata só de virgindade. Os depoimentos pertencem a casais variados: desde o que chegou intato ao altar até o que experimentou o sexo e resolveu interromper em decorrência dos valores cristãos. Eles pertencem a grupos distintos da mesma religião. Em comum, a busca por explicações na fé para manter viva a castidade.

— Há mais abertura para falar no assunto, partindo da própria igreja. Acredito que sejamos os primeiros frutos dessa nova geração — diz o sociólogo Matheus Ayres.

A repaginação parece ter dado certo. Em Porto Alegre, a aproximação do jovem é constatada pelo padre Márcio Augusto Lacoski. Ele conta que 19 movimentos juvenis somando 3,5 mil integrantes foram contabilizados na cidade em 2011. A estimativa do sacerdote é de que tenha mais do que dobrado do ano passado para cá.

— Nem todos se abriram para a castidade, mas ver essa adesão aumentando é uma grata surpresa — destaca o padre.

No Litoral Norte, também há um forte movimento. O padre Gibrail Walendorff, pároco de Xangri-Lá, até se surpreende:

— Dos casamentos que tenho realizado, metade dos noivos se diz casta.

Lidar com o espanto do próximo perante à condição casta é um dom que eles desenvolveram, assim como o autocontrole. Luciane Peres que o diga. Tem 21 anos e frequenta um curso pré-vestibular. Os amigos, no auge da zombaria, já descobriram que a menina é virgem. Fazem piadas sacanas. Ela tira de letra.

Ter um namoro casto não significa deixar de curtir a juventude. Reúnem-se entre amigos, convivem com os familiares. Resolveram apenas aquietar os hormônios e esperar o altar para entregar aquilo que lhes é mais íntimo: o corpo.

— Fui com uma amiga a uma boate, tomamos umas tequilas, ficamos alegres e comecei a dançar até o chão. Ela virou pra mim e disse: “credo, tu, de CLJ, toda puritana, dançando desse jeito” — diverte-se Patrícia de Oliveira, 24 anos, casada há um ano com Pedro Seadi, 28 anos.

Os dois optaram pela abstinência após quatro anos de namoro — metade com experiência sexual.

— Transar é prazeroso. Mas se privar, merece respeito. Até por que sucumbir para satisfazer o desejo pode ser até pior. É comum carregar o trauma de ter violado a regra e vincular o ato à sujeira — explica a ginecologista e sexóloga Jaqueline Brendler, diretora da Associação Mundial de Saúde Sexual.

Há truques para evitar intimidade

Na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, o teólogo Jorge Claudio Ribeiro discorda que haja esse interesse todo pela religião. Aplicou questionários em 2,3 mil universitários e descobriu que a religião está em sexto e último lugar na lista de importância na vida deles. Ribeiro acredita que essa convicção é comum entre os que não têm opções de cultura.

O que dizer desse grupo de estudantes, universitários, bacharéis? Clístenes Fernandes descobriu a sua vocação em um intercâmbio na Europa:

— A igreja não proíbe, educa para a sexualidade, com a pessoa que tu escolheu para dividir a tua vida — conta o rapaz, de casamento marcado para setembro com Luise Silva, 24 anos.

Eles têm os seus macetes. Assistir a filmes debaixo do edredom, nem pensar. Dormir de conchinha ou amassos estão fora do script.

— A ocasião faz o ladrão. Não tinha por que ficarmos nos provocando se estávamos certos da nossa escolha — diz Paula Sordi, 23 anos, recém-casada com Jefferson Sordi, 24 anos.

A concordância é geral: a castidade é uma virtude que só funciona se não for impositiva. E para quem quiser entender os motivos, a não ser que acredite no sobrenatural, na fé, não terá êxito. Eles não fazem isso para serem diferentes ou para virar assunto. Acreditam no amor de Deus, querem vivê-lo plenamente. E ponto.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

 
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